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Paris…

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Paris não é só uma cidade, são várias cidades. É a Paris gótica aos pés da catedral de Notre Dame imortalizada pelo romance de Victor Hugo sob os olhares das gárgulas e de todos os detalhes, imagens, arcos e vitrais. É a Paris boêmia da Belle Époque com os Picassos, Toulouse Lautrecs, Van Goghs e o fascinante Moulin Rouge, Montmartre regada a dinheiro, bebidas e can can. Paris é o mundo fashion e extremamente caro da Champs Élysées (e de outras ruas). Paris é uma São Paulo da Europa, até agora é a primeira cidade que me lembrou da minha cidade natal. Paris é atual, medieval, revolucionária, iluminista, absolutista e um império.

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Overwhelming! Este fim de semana recebi tanta informação que no domingo as 2 da manhã meu HD estava tão cheio que eu estava desligando. Ouvi, vi, aprendi e lembrei de tantas histórias fascinantes e que acredito meu conhecimento de França e de história européia tenha triplicado. Juro, nada se compara com ver o lugar onde as coisas aconteceram!

Essa foi e é a minha impressão de Paris. Subir na Torre Eiffel me impressionou? Meh… posso dizer que subir em qualquer arranha céu de São Paulo a noite pode dar a mesma vista, e me desculpe quem idolatra a torre, mas de novo, não achei nada demais, a comparação com São Paulo era insuportável demais para eu me impressionar com uma construção de metal.

Sim, Paris tem muitos metrôs e é bem simples andar neles. Londres fica no chinelo no quesito facilidade. Mas nada me preparou para o fato das pichações tanto dentro do metrô como em algumas ruas e caminhos um pouco mais longe do centro. Sim, é uma cidade com sujeira, vandalismo e algumas vezes dá medo de ser assaltada. Digo isso com propriedade porque sou paulista.

As famosas luzes de Paris? Bom… São amarelas como as nossas, e não em uma quantidade inacreditável.

A beleza de Paris para mim é a sua outra luz, a verdadeira origem do nome. O iluminismo, a razão, a valorização da inteligência e aprendizado. O respeito de Napoleão pelas artes, o amor da cidade em conservar suas ruas e sua história. O histórico de Paris me dá arrepios. Olhar para a catedral, para suas imagens de padres, animais, gárgulas, etc faz a torre Eiffel perder complemente seu brilho.

Fiz 3 tour que eu aconselho a todos que forem visitar a cidade e só tem 3 dias! http://www.newparistours.com/

O primeiro que fiz foi o Free Tour per se… passamos pelos principais pontos turísticos da parte mais antiga da cidade. Foi ótimo! Nossa guia foi a Filipa e ela é de longe uma das melhores guias que já vi! Além de manjar muito do que estava falando, interpretava e contava as histórias de um jeito claro e que prendia muito a atenção. Vimos ou visitamos:

  • Notre Dame de Paris (a catedral por fora)
  • Napoléon’s Tomb
  • Académie Française ( tipo uma ABL do Brasil, onde os caras decidem tudo sobre a língua francesa e são os mais inteligentes do país)
  • Tuileries Gardens ( feito por Catherine de Médici, a primeira mulher a usar salto alto na França)
  • View of the Grand & Petit Palais
  • Latin Quarter
  • Pont Neuf
  • Place de la Concorde
  • View of the Champs-Elysées
  • The Louvre – fotos!! Acabei não tendo tempo de entrar e encarar a Mona Lisa =(
  • Palais Royal
  • Musée d’Orsay
  • Ile-de-la-Cité

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Não contente em ter andado o dia todo, a noite fizemos o tour que eu estava esperando mais do que tudo. Montmartre!! O ponto mais alto de Paris, citado em  “ A Cidade e as Serras”, berço da boemia, mas principalmente onde fica o MOULIN ROUGE!!!

Desde 2002 este já foi o meu filme favorito e agora está no top 5, porque obviamente acabei conhecendo outros musicais. Desde aquela época sonhei em ir lá e ver o Moulin Rouge, onde um escritor iria para ter inspiração, o berço pulsante da arte de Paris. É um pouco desapontador só ver de fora, porque o filme faz tudo parecer muito mais fantástico, mas tenho certeza que se eu tivesse entrado e visto um show teria sido o que eu esperava, quem sabe um dia…

Ainda em Montmatre visitamos vários outros pontos de cultura inútil como o café onde Amelie Poulin trabalhava no filme. Vi a casa do irmão de Van Gough acompanhada de praticamente toda sua história feliz! * ironia

Conheci a história de um escritor francês e de uma estrela pop, andamos nas vielas românticas e subimos a colina até a Sacré Coeur, que é sem dúvida uma igreja impressionante. Ainda sobre a subida, aquilo era o que eu esperava, o chão de pedra e as casinhas antigas. Aquela era a Paris que eu fui ver. Passamos pelos cabarets (que podem ser apenas lugares para jantar e ouvir música, poesia e coisas do gênero), vimos onde Picasso morou, uma colônia de artistas. Enfim, acho que aprendi mais sobre arte do que eu imaginava. A vontade de assistir meia noite em Paris foi enorme, porque tenho certeza que estava andando nas mesmas ruas.

Resumindo:

“From there, we move up the hill to artist studios, statues of pop stars (Dalida), and the church at the highest point of Paris; Basilica Sacré Coeur. On our tour of Montmartre, we discover what it is that made Vincent Van Gogh, Toulouse Lautrec, Claude Monet, Pablo Picasso and Salvador Dali want to call this eclectic district home.”

Foi emocionante e lindo! A minha veia artística ficou pulsando e me fazendo perceber que eu realmente sei o que deveria estar fazendo para ser feliz, mas não completa porque para ser completa eu tinha que estar fazendo esta viagem! Ou que em outra vida eu devo ter morado lá… vai saber! =)

The best Crepe in Paris! (Montmartre)

Depois de fazer compras fui ver a Torre Eiffel a noite, já falei dela acima, então digo que foi bem interessante e bem bonito. Os jardins na frente dela em Trocadèro são bem bonitos, me lembram o parque do Ibirapuera.

No outro dia estava acabada, mas peguei minha mochila de mais de 20 kilos (sensação) e fui visitar o Pantheon. Agora o que estava na minha cabeça era obviamente o Código da Vinci. No momento que percebi que não precisava pagar porque eu era estudante EUROPÉIA minha vida ficou incrivelmente melhor. Além de toda a arquitetura, só posso dizer que visitei a cripta e vi os túmulos de Voltaire, Rossau, Marie Curie (e seu marido), Alexandre Dumas, Victor Hugo, entre outros… Jealous? Eu gosto de visitar túmulos, está virando um padrão nas viagens!  Mas respeito esses caras ai de cima mais do que tudo.

Depois fui na catedral de Notre Dame para entrar e ver a luz refletindo pelos vitrais. Foi maravilhoso, especialmente pelo fato de estar acontecendo uma missa! Não só entrei na catedral como também teve trilha sonora. Sensação de paz lá dentro, mesmo no meio de uma muvuca de pessoas, porque estava muito lotado. O cheiro do incenso e a presença do espírito santo eram incríveis e tocantes.

Ah, sim… a catedral é INFINITAS VEZES menor do que eu imaginava, mas tudo bem, ela continua linda!

A tarde fiz mais um tour guiado, mais história, mais informações, andar MUITO mais. Acabamos passando por um mercado de natal e é fascinante! Queria ter tido mais tempo de andar nele e olhar as coisinhas!  Fica atrás do Obelisco egípcio.

Macaroons in the christmas market!

O dia terminou com o por do sol na Torre Eiffel. Não diria que senti a vibe romântica ou o L’amour de Paris, mas acho que o problema deve ser mais comigo do que com a cidade.

Paris é uma cidade, um livro de história que contém todos os capítulos mais importantes da história européia e por isso eu aplaudo em pé.